O Tempo na Arte
junho 26th, 2009
o tempo na arte - não dá assistir a um filme mais de 5, 6 vezes (pessoas normais). Tá, vai… Aquele de infância, no máximo umas 10 vezes!
O filme ja vem mastigado, enlatado, dá pouquíssima margem pra imaginação, pra sinestesia.
Diferentemente das artes plásticas, que se enquadram em um ambiente, e se reformulam a cada obervação.
Admira-se um quadro por gerações em uma parede.
A degustação de um filme está na lembrança dele. E também no raro momento em que vc ainda não sabe como o filme vai acabar.
Quando se conhece o fim, sobra a lembrança.
Mas a música define o tempo, em todos os aspectos da palavra.
Só a música, ou a ausência dela o faz.
Inclusive no clima, o lado metereológico do tempo. Uma chuva se transforma com essa ou aquela trilha sonora.
E tempo é espaço. A música é espaçosa, mas cabe em qualquer cantinho. É tudo uma questão de volume.
O fonograma é exato, determinado. Ele define os próximos minutos da sua vida, em que a canção existe. E dependendo do que vc viver, sentir nesse tempo, isso vai ficar registrado na sua memória ao lado dessa informação sonora.
E toda vez que vc se ouvir esse som, vai acessar aquela emoção marcante.
A música é a criação impalpável mais bela que a humanidade criou e produz até hoje.
E se você fosse apresentar a música pra uma árvore de 1000 anos, distante da civilização, que canção vc colocaria pra ela escutar?
Post inspirado e ilustrado por Vik Muniz. Acabei de sair da exposição no MASP.











