Dividindo o palco com Scandurra
maio 28th, 2007Semana de gala para esse que vos escreve. Na próxima 4ª feira, dia 30, terei a honra e a satisfação de dividir o palco do Studio SP com o ícone da geração 80, Edgard Scandurra, e seu projeto Benzina AKA. Nada pode ser mais gratificante do que receber o reconhecimento de quem já está na estrada do rock há muito mais tempo que nós.
Todos e todas são muito bem vindos.
Gustavo Garde
O Fado e o Punk
maio 25th, 2007Não sei se os meus colegas de banda vão concordar comigo (creio que não), mas a música do Madredeus é bonita demais. A voz chorosa e o naipe de violões, perfeitamente irmanado com o acordeão, lamentam o eterno sebastianismo coletivo do povo que um dia já foi o mais poderoso do Ocidente.
Fado quer dizer destino. E o destino, para os portugueses, de alguma maneira, é triste. É um tipo de sentimentalismo que atravessou os oceanos, os séculos, e sedimentou-se no nosso sangue latino mestiço-brazuca-baby blue. Somos herdeiros dessa poesia lisboeta.
Isso me faz pensar que, mais do que roqueiro, a gente é músico. E, mais do que músico, a gente é poeta. Hoje em dia me sinto mais próximo do Walter Franco, do Paulo César Pinheiro, do Chico Buarque, do Rolando Boldrin, do Lô Borges… do que do Johnny Rotten.
O punk foi importante pela atitude, pela quebra de paradigmas, por propor a negação do flower power, por democratizar a música, pela simplicidade, por jogar merda no ventilador, por incomodar a Rainha da Inglaterra… mas os caras, como músicos, de uma maneira geral, eram toscos. Tocavam 3 acordes porque só sabiam aqueles 3 acordes. E isso não é demérito. Muito pelo contrário. A grande proposta do punk era ser uma merda mesmo. (Não foi à toa que os caras se auto batizaram de Johnny ROTTEN, Sid VICIOUS…).
Todavia, não vou aprofundar muito essa questão do punk agora. E também quero deixar claro que o punk não foi só os Sex Pistols. O gênero surgiu em Nova York e, só depois, chegou na Inglaterra graças ao Malcolm Mclaren, um dos maiores marqueteiros do século passado.
(Aí, neguinho vai ler o texto e comentar: “O cara canta numa banda de rock, se derrete em elogios ao Madredeus e mete o pau no Sex Pistols?!” Não é isso, minha gente… é preciso enxergar além).
Mas, voltando ao foco desse texto, meu intuito é dizer que hoje, após a curva dos meus 30 anos de idade, sinto que o rock é só uma ferramenta de trabalho para nós, Seychelles. O mais importante é o que reside por trás dessa superfície barulhenta. O mais importante é a essência das coisas, é a nossa herança portuguesa, é o sentimentalismo secular que se reinventa e inspira nossa alma dionisíaca.
Quer dizer, o Seychelles poderia expressar sua mensagem através de um livro, um filme, uma peça de teatro, um projeto arquitetônico, um fascículo de receitas vegetarianas, um desenho animado… mas a gente escolheu o rock. E o rock escolheu a gente. Pode haver graça maior do que essa?
Feliz é o cidadão que tem espaço e convicção para dizer o que sente e pensa. Ufa!
Gustavo Garde
Debut in Curitiba
maio 22nd, 2007No último fim de semana o Seychelles fez sua estréia nos palcos da capital modelo. Curitiba é linda. Eu nunca fui pra Bruxelas, mas ao passear pelas ruas dos bairros mais abastados da capital paranaense, vendo as árvores com a folhagem ressecada pelo frio, imaginei que as duas cidades devam ser parecidas. Pelo menos no meu inconsciente, essa associação fez um sentido absurdo.
Uma das coisas mais importantes da estrada do rock é o contato com novas bandas, que oxigenam esses corações musicais e fazem nossa arte ainda mais dinâmica. A banda da vez foi o Charme Chulo. Grande performance, muita empatia. O vocalista lembra um pouco a figura do Michael Stipe no começo da carreira. Elétrico, efusivo.
Também conhecemos outros artistas bacanas, como o Heitor & Banda Gentileza, Plêiade e De Menfs. Comemos no restaurante alemão no centro da cidade e, o melhor de tudo, conhecemos o museu do Oscar Niemeyer. Passando os olhos pelo acervo do maior arquiteto que esse país já produziu, fiquei pensando que ele deve ter servido de inspiração para os filmes do Stanley Kubrick.
O Kubrick e o Niemeyer são o futuro do design, não o passado.
Para quem ainda não conferiu nossa bucólica apresentação no Showlivre, programa da TV Uol apresentado pelo Clemente, aí vai o link: http://showlivre.uol.com.br/home.php
sejam felizes hoje e amanhã
Gustavo Garde
Acorde - 2004
maio 18th, 2007Escrevo da capital paranaense, horas antes do primeiro concerto de nossas vidas aqui.
Chove, e o jogo é de campeonato. Tocaremos sexta e sábado (18 e 19/5).
Mas esse post não é pra falar desses shows.
Aqui em baixo estão dois vídeos tirados da gravação do piloto do programa ACORDE, realizado pelos queridos amigos Abimonistas, e Pietro.
2004, Seychelles nem tinha gravado o Ninfa do Asfalto.
Esses dão orgulho, viu…
Ah, e foi dessa gravação que saiu Mantra, previamente postado aqui..
divirtam-se.
Renato mCortez
Seychelles no Showlivre
maio 4th, 2007Os holofotes quentes do estúdio de televisão não escondem nada. A verdade corre nua em performance ao vivo frente às câmeras que digerem o artista e depois regurgitam sua imagem em forma de pixels.
Ontem, dia 3 de maio, o Seychelles teve o prazer de se apresentar no Showlivre, programa capitaneado pelo punk velha guarda boa praça CLEMENTE. Foi Quente. Intenso. Cru. Músicas novas, músicas ancestrais.
O conteúdo pode ser assistido em breve no www.showlivre.uol.com.br
Bom divertimento,
Gustavo Garde








