Outono seco na babilônia sanguinolenta
O último final de semana foi de muito sol, açaí e rock n´roll para o Seychelles. Pegamos a Dutra no sábado bem cedinho e, à tarde, já estávamos dentro do mar. Ipanema é uma sala de estar para gringos, gostosas, comerciantes, gringos, baladeiros, artistas, gringos, ambulantes, gringos e… roqueiros. O bairro do Cazuza.
Foi nesse ambiente que fizemos nossa primeira apresentação na cidade maravilhosa. Para mim, particularmente, ficou um pouco mais claro porque aquela cidade é chamada maravilhosa: porque vende sonhos. Não o Rio de Janeiro do povão, mas a zona sul, Ipanema, Copacabana, Leblon… um desbunde.
Lá, tivemos a oportunidade de conhecer o excelente sexteto “Os Subterrêneos”, com quem dividimos o palco. Trata-se de uma das boas novidades da música nacional. Boas letras, bons arranjos, simplicidade, brasilianismo.
É com esse pique que entraremos em estúdio no começo de abril para gravar nosso segundo álbum. Ufa! Maravilha total. Vamos para o inspirador sítio do nosso produtor, Fabio Pinc, em Campo Limpo Paulista. Imersão. Em etapas, claro. Nossa vontade era ficar um mês direto gravando. Tipo Exiled on Main Street. Mas, como aqui todo mundo é proletariado (ou quase todo mundo), temos que voltar pra SP pra fazer render nossos dias úteis. Será uma imersão à prazo. A primeira parcela começa na sexta feira da paixão.
Vamos cheio de amor no coração registrar o resultado de quase dois anos de composições e estéticas custuradas a fim de alcançar a música perfeita. Ainda não chegamos lá, mas estamos on the road. Quem sabe um dia produzamos o álbum definitivo. É a intenção. Se não achássemos que podemos fazer alguma coisa de realmente relevante para as pessoas, não estaríamos mais nessa.
O Rock nos estimula a ser seres humanos melhores.
Gustavo Garde
02.04.07









abril 10th, 2007 at 4:26 pm
Bom trabalho então!